o titulo é porque nunca consigo terminar um texto. Sofro do mal de ler e dizer que tá uma merda, tenho que reescrever.
Eu tava hoje vendo meu facebook e twitter e por ironia do destino em cada uma das redes tinha um “amigo” que é do tipo pseudo nerd. Aqueles que descobriram que a internet pode funcionar como valvula de escape para conversão de dados em informação, então se acha no direito de falar de todos os assuntos de forma intrínseca sem segurar mais de 3 minutos um debate, apelando pro triste FODA-SE.
Aí eu comecei a pensar e diferenciar quem é são os reais projetos de intelectuais e os merdas que instantaneamente conhecem TUDO do mundo.
O que diferencia um do outro é a forma pela quais eles transmitem o conhecimento e as sua posição referente ao que é bom (e faz bem) e o que é ruim (e faz mal).
O verdadeiro observa as coisas sob a perspectiva de que nada conhece e por um instante ele admira ou não entende, quando admira ele repassa mas nem por isso precisa deixar os ovos de ninguém babado e quando não conhece procura ler pelo menos 1 artigo inteiro do wikipedia pra poder opinar ou apenas compreender melhor pra que possa usar os dados em outro momento, mas sempre de forma inteligente, sem ferir nem agredir ninguém.
O pseudo é o maluco que tá away a tudo e acha que porque já ouviu falar no nome de alguma coisa, ele além de opinar, se acha no direito de louvar, amar e idolatrar alguém (normalmente alguém que ninguém idolatra) aí é que ele acha foda, porque tem a sensação de que todos são inferiores a ele, pois não conhecem ou a o ato de odiar e detestar alguma coisa apenas porque ela se popularizou.
Olha na sua timeline e vê se não tem aquele cara que diz que o Ronaldo nunca foi o melhor do mundo no Barcelona, que foi o Faänhodesch do Shadesk (jogador que ninguém nunca viu em um clube de 3 divisão da Namíbia). Que o Steve Jobs era um merda quando inventou o iPod e bom mesmo era o Tuiutsi Madori (Chines que fez a fórmula do Yakult) que a Angelina Jolie parece o goodzila e bonita mesmo era a sei lá quem de filmes iranianos.
Esses caras são uns veradeiros patéticos e eu tô colocando pra fora toda minha indignação, sabe porque?
Eles tem visão e entendimento suficiente pra serem líderes e falarem de coisas boas em formatos simples, disseminar conteúdo relevante e passar a serem automaticamente formadores de opinião, mas eles tem essa gana por dizer que o que o povo gosta é lixo é que cultura é apenas a cheia de requintes.
Outra coisa que preciso deixar bem claro nesse post é sobre a música. Maaaaano, para de achar que MPB é Toquinho, Gal Costa e Vinicius de Moraes. MPB significa musica popular brasileira e popular vem de POPULAÇÃO de POVO. MPB deveria ser o Exaltasamba que toca no rádio a cada 20 minutos, eles são de fatos pupulares da Amazonas ao Rio Grande do Sul. Então não vem mais com essa conversar de “cult” em me dizer que música boa e de qualidade é APENAS o que vocês ouvem, música não tem como LÓGICA ter grandes textos e falar grandes frases de impacto social, a música surgiu no continente africano pela tribos quilombolas com o objetivo ÚNICO de se divertir em torno dos Deuses, não era criada pra refletir sobre o processo de formação da sociedade, era o momento oposto ao trabalho, ao raciocinio lógico, ao lado direito do cérebro.
Então eu entendo como intelectual esses grandes caras que tem destaque por pequenas atitudes ideológicas que vão a favor da movimentação quando essa por sua vez está caminhando para o lado positivo e que vai contra a maré quando essa está indo para um caminho negativo. Dizer que é ruim o que todo o mundo acha bom não te faz um grande pensador. Te faz um grande frustrado isso sim.
Diga apenas o que é verdade e seja sincero, ser contrário a tudo te deixa mais perto do contraditório e não da realidade.
Acho que já posso ficar por aqui!
As vezes não entendo a a perspectiva do empresariado quando rejeita uma ideia para projetar a marca nas redes sociais.
Como pode um empresário ter facebook conectado com todos seus funcionários e amigos, e não usar essa plataforma para …
- prospectar novos clientes
- ofertar seus produtos
- engajar usuários
?
Não é preciso tanta coragem, apenas um startup pra médio prazo e acompanhamento. O resultado é CERTO!
Ontem assisti o tão esperado filme Capitães da Areia sem esperar muita coisa, afinal o ultimo filme feito na Bahia que eu assisti no cinema foi Besouro e toda vez que lembro quero voltar ao Cinemark pra pedir meu dinheiro de volta, mas calma… não vim falar mal de Besouro não, até porque (nunca dirigi filme nenhum) então quem sou eu pra falar mal do filme dos outros?! NINGUÉM.
Vamos aos fatos?
- Capitães da Areia me surpreendeu desde o cartaz até o final do filme. Eu li quando era ensino médio o livro do Jorge Amado e me lembro que foi um dos poucos paradidádicos que eu li até o final, só me interessei porque era história de ladrões juvenis e aquilo me deixava encantado. Então não poderia deixar de assistir ao filme.
Vejo no longa muito mais pontos positivos do que outros e começo a falar sobre ele do que mais me chamou a atenção. A fotografia do filme é um espetáculo a parte, seu Guy Gonçalves poderia ter me cobrado 2 entradas pois além do filme ser bom a direção de fotografia é coisa pra ser estudada da primeira a última cena, tem uma cena que vale muito a pena destacar: Quando Pedro Bala volta com a imagem de Ogum e que as crianças levantam ele na praia (que coisa mais linda de se ver) a posição da camera, o movimento lento, tudo ali ficou brilhante e mesmo vendo a cena de cima sabemos exatamente que ali havia um herói cumprindo um de suas etapas ao longo da jornada. Outra coisa que acho super positivo é do casting ser formado por meninos com estórias de vida parecida e que não eram atores, no filme é nítido que algumas falas são “cuspidas” mas não poderia esperar nada melhor e mais socialmente sustentável do que capitães REAIS em papéis artísticos, acho isso válido e super positivo, até ontem eu tinha saído do cinema encasquetado com isso mas logo que cheguei em casa vi o vídeo do Carlinhos Brown com os meninos e entendi o valor imenso e a dedicação deles para a atuação. GOSTEI!
Mas também não é perfeito.
Deixo claro que minhas críticas são baseadas em estudos que faço e nem sempre são 100% precisos, mas gosto de expo-las.
Em vários momentos do filme notei que a linguagem utilizada não estava de acordo com o livro que deu origem ao filme, o livro foi escrito em 1937 e 38 e retratava os meninos malandros dos anos 30. Meu pai é historiador e desde o filme Besouro até o Quincas Berro D’água chegamos a conclusão que até meado dos anos 50 a linguagem utilizada na Bahia não era muito diferente do período pós-tráfico de escravos. Então ainda existia muito mais (vos-mi-cê, sinhá, ocê, peste…) do que (decente, rapaz, umbó…) isso a direção de arte deixa bem claro, note os figurinos, os carros, o estilo arquitetônico do Pelourinho, botecos e cabarés. Estamos retratando um período de transição em toda Bahia, tal transição necessitava um texto que fosse condizente com a obra, então acho que era de extrema necessidade uma pessoa formada em história ou letras pra que deixasse o texto afinado com os anos 30.
Voltemos aos positivos, o filme foi gravado em um tempo grande e em frente ao CEPAIA, como disse no parágrafo acima sobre a direção de arte, devo parabeniza-los pela brilhante configuração do espaço, esse foi fundamental para criar a atmosfera necessária. O interior das casas as cores e tons do carrosel na frente da igreja as rendas das roupas e a festa de Yemanjá ficaram lindas de se guardar na memória, tomo como exemplo pra quando um dia realizar o sonho de dirigir um filme saber que é possível fazer coisas brilhantes com o cuidado desse no qual me refiro, foi feito.
